No Colo do Douro
Cheguei ao Colo do Pito,
senti o Peso da Régua,
o Douro é tão bonito
e o meu “stress” já m'exige uma trégua.
Subi ao alto do monte
chegueimao homem de negro.
Debruceime, inclineime na ponte
p'ra ber o Douro p'ró Porto a correr, a correr, a correr.
O cheiro da fruta fresca,
da uba que brilha coa luz,
romá de lábios carnudos
num corpo que me seduz.
Este é o Douro que eu curto,
mastigo o ar que respiro...
Como o mestre Xico o descrebe...
E eu da cidade me piro a correr, a correr, a correr...
Suponho que me fascino,
o binho é o que há de mais belo,
bai desenhando na encosta
as rastas do teu cabelo.
Que mais pudera contare,
que outros olhos num beijam?
Só se fosse capaz de ir pru ar
a ber o Douro do alto a buar, a buar, a buar.
Créditos
Sérgio Castro - Guitarras e Voz
João Médicis - Guitarras e Vozes
Álvaro Azevedo - Bateria
Jorge Filipe Santos - Piano, Orgão, Vozes
Miguel Cerqueira - Baixo
Diana Basto - Vozes
Marta Ren - Vozes
Daniela Costa- Vozes
Sobre este tema
O fascínio que o verde (e o maduro) da região causaram aos Trabalhadores levou-nos a escrever este tema em que imaginámos um turista britânico perdido na paisagem.

